Inteligência Emocional

 

Do ponto de vista humano, exclusivamente da Psicologia, a inteligência emocional é um conceito que descreve a capacidade pelo autoconhecimento de reconhecer e avaliar os seus próprios sentimentos e os dos outros, assim como a capacidade de lidar com eles.

Nessa definição, vejo a defesa da tese que o homem por si só se faz capaz de entender a si e ao outro, sem qualquer menção de fé. Em nosso caso o Cristianismo. É uma definição ateísta.

No entanto sob o ponto de vista da Palavra do SENHOR ao separarmos os termos desse conceito, veremos que a inteligência faz parte da nossa criação, e a emoção, tão quanto.

Jr 10;12 Ele fez a terra com o seu poder; ele estabeleceu o mundo com a sua sabedoria, e com a sua inteligência estendeu os céus.

Rm 14;17 Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.

Is  63;10 Mas eles foram rebeldes, e contristaram [entristeceram] o seu Espírito
Outros textos: Irritação e ciúmes – Sl 78;58, Furor – Sl 78;59, Ira – Ex 4;14a, Compaixão – Os 11;8
 
A Palavra nos ensina que fomos criados à imagem e semelhança do SENHOR, isso fazendo menção das qualidades da Sua natureza. Entre muitas, cito a que tem relação com o tema: Personalidade. Assim como Ele tem, pôs em nós a capacidade de sentir, escolher, decidir entre outros. Isso é a autoconsciência ou inteligência, à temos porque Ele tem. Somos seres inteligentes.

Gn 1;26 E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança...

Tão quanto inteligentes, somos emotivos. Vemos nos versículos acima que assim como o SENHOR em sua personalidade tem emoções, essas foram postas em nós na criação. Susceptíveis ao furor como a compaixão!

Sl 78; 56-58 Contudo tentaram e provocaram o Deus Altíssimo, e não guardaram os seus testemunhos [...] portaram-se infielmente [...] Pois O provocaram à ira...

Jesus em seu ministério terreno teve seus dias de emoção, irou-se e agrediu à chicotada os vendedores no Templo, como também demonstrou muita compaixão.

Jo 2; 15 E tendo feito um azorrague [chicote] de corda, expulsou todos fora do templo [batendo neles [...] e espalhou o dinheiro dos cambiadores, e derribou as mesas;

Lc 7;12-14 E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; [...] E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela [...]

Por essas passagens vemos que a inteligência emocional faz parte da nossa vida, porque o SENHOR nos deu, e não porque psicólogos e filósofos “descobriram”.

Pelo que a Palavra nos pede a respeito do amor, certo é buscarmos no SENHOR mudanças que agreguem valor em nossa vida, e não no autoconhecimento que descarta uma natureza divina que vive em nós.

1 Co 2;14 Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.

Mt 10;19-20 Mas, quando vos entregarem, não vos dê cuidado como, ou o que haveis de falar, porque naquela mesma hora vos será ministrado o que haveis de dizer. Porque não sois vós quem falará, mas o Espírito de vosso Pai é que fala em vós.

Com base nessa explanação a prática da inteligência para agirmos emocionalmente de forma correta é um convite à mudança. Pessoas inteligentes não arriscam o resultado nem colocam em risco a sua descendência, sua geração de filhos, seja biológica ou espiritual.

Quando entendemos que a inteligência emocional é um convite à mudança dada pelo SENHOR, agimos com sabedoria e nEle (e somente nEle) nos dispomos a mudar.

Rm 8;26 E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.

A Palavra de Deus que diz em Romanos 12;1-2 que devemos transformar a nossa mente. E mente fala de alma, de emoções. Logo, tudo que devemos guardar e entesourar para o nosso futuro são os bons fundamentos da Palavra de Deus.

Como filhos de Deus, devemos ter como principal manual, a Bíblia. Não podemos ser cristãos desequilibrados nas emoções. Até porque nos relacionamos com outras pessoas, vidas que são tudo de mais precioso que há no mundo, tanto que Jesus Se entregou por nós (Jo 3;16)

Então podemos associar a inteligência emocional com a Palavra de Deus. É nela que vemos a nossa inteligência ser trabalhada por Ele, transformando a nossa mente, levando-a cativa em Cristo.

Nisso além de nos valorizarmos, também somos instruídos para exercer bem os dois mandamentos que Cristo nos ensinou. Agindo corretamente em nossas emoções vamos poder cuidar do nosso próximo da mesma forma que queremos ser tratados.

Lc 6;31 E como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira lhes fazei vós, também.